ESPECIARIAS – BAUNILHAS

BAUNILHA: qualquer orquídea do gênero Vanilla é uma baunilha – mas a parte utilizada para dar sabor e aroma aos alimentos são os grãos da vagem da planta. A mais conhecida é de Madagáscar.

BAUNILHA DO CERRADO: conhecida também como “baunilha banana”. A ‘fava’ tem aroma rico, superfície oleosa e é suave no toque. É utilizada para aromatizar bolos, cremes, ganaches, sorvetes, chocolates, bebidas, bolos.

Como usar as baunilhas: (vídeo nos destaques do Instagram da @deliciando)

(i) Cortar a vagem ao meio, retirar a polpa e aplicar na receita;

(ii) Fazer uma infusão na água ou no leite: retirar a polpa e junto com a vagem junto para aquecer. Depois é só retirá-la a vagem e usar o líquido;

(iii) Para fazer o extrato de baunilha, esmaga-se a vagem seca, que depois deixar submersa em álcool por meses até obter aroma e cor.

BOLO DE BAUNIILHA COM MORANGO (*)

Massa:

4 ovos grandes

200 g de açúcar refinado

1 fava de baunilha

150 g de manteiga derretida e fria

200 g de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento em pó

Preaqueça o forno a 180°C.

Pese os ingredientes. Misture a polpa da baunilha no açúcar e guarde a vagem para o creme.

Na batedeira, bata os ovos e o açúcar baunilhado até parecer clara em neve. Ainda com a batedeira ligada acrescente a manteiga líquida.

Depois diminua a velocidade para o mínimo e vá acrescentando a farinha já peneirada com o fermento. Não bata muito, só até misturar.

Coloque em uma forma de 15 cm x 8 cm. Retire do forno quando já estiver dourado ou o palito limpo.

(*) receita adaptada do livro Cupcakes 2 – a arte de fazer cupcakes, editora Larousse, página 58.

CREME DE CONFEITEIRO (**)

480 ml de leite

100 g de açúcar refinado

1 fava de baunilha + a vagem da massa

120 g de gemas (aproximadamente 6 unidades)

40 g de amido de milho

Na panela coloque o leite, o açúcar e as baunilhas levar ao fogo até ferver.

Enquanto isso, misture bem as gemas com o amido. Reserve.

Quando leite já estiver fervido e aromatizado, retire as vagens e pegue 1 xícara desse leite e misture rapidamente com a creme de gemas reservado.

Então, leve tudo para a panela, fogo baixo e mexendo sempre até engrossar.

Despeje em um prato e tampe com plástico filme bem grudado no creme para não criar película. Deixe na geladeira até esfriar.

Na hora de usar, bata o creme com fouet ou na batedeira para dar cremosidade e usar no bico de confeitar.

(**) receita adaptada do livro: A química dos bolos – Joyce Galvão, Editora Cia das Mesas, página 226.

MONTAGEM e DECORAÇÃO

2 caixas de morangos

1 pacote de 50 de coco ralado

2 colheres de sopa do creme de confeiteiro

Lave os morangos e retire os cabinhos (opcional, se quiser deixar em alguns, sem problemas). Pique metade deles para colocar no recheio e o restante use para decoração.

Coloque o coco em um prato e reserve.

Fatie o bolo na horizontal e antes de umedecer o bolo, passe uma camada fininha do creme de confeiteiro nas laterais e passe no coco ralado. Faça em todas as fatias. Na fatia que ficará por cima do bolo, passe em toda a superfície e lateral e passe no coco.

Agora monte o bolo: fatia de bolo já com coco ralado, calda de sua preferência, creme de confeiteiro, morango picado no meio… e assim até chegar na última camada e decore com alguns morangos.

Acompanhem também pelo @deliciando e pelo Facebook – Deliciando.com.br

ESPECIARIAS – AMBURANA e ANIS

AMBURANA: é uma árvore do sertão nordestino, também conhecida como imburana ou umburana. A casca é comercialmente usada em produtos fitoterápicos e as sementes usualmente na perfumaria, mas também podem ser usadas em sobremesas, como: cremes, pudins, ganaches, bolos e brigadeiros. Como usar: (i) aquecer líquido da receita com as sementes e deixar fazer a infusão. Depois é só retirá-las e usar o líquido. (ii) Também é possível ralar e acrescentar ao creme.

ANIS: ou anis-da-China, é uma planta de uso culinário e medicinal. O aroma é forte, mas agradável ao paladar. Muito usada também como decoração de velas, mas pode ser incorporado em receitas de sobremesas, bebidas, bolos e cremes.  Como usar: (i) pode aromatizar o líquido da receita, mas também é possível (ii) ralar e colocar por cima da preparação.

Uma sugestão de como usar a amburana:

CRÈME CARAMEL

500 ml de leite

3 sementes de amburana (pode ser mais se preferir)

3 ovos

2 gemas

250 g de açúcar para calda

Preaquecer o forno a 110°C. Ficará pronto em 30 e 40 minutos caso faça em ramequins ou forminhas de pudim. Se fizer em forma de pudim grande, pode ser mais tempo.

Faça a calda: colocar o açúcar na forma ou na panela. Levar ao fogo para caramelizar o açúcar. Vá acrescentando aos poucos até ficar totalmente pronta. Reserve.

Colocar o leite em uma panela junto com as sementes e leve para aquecer, sem ferver,  mas ficar bem quente para que faça a infusão. Quando perceber que já está bem aromatizado é só retirar as sementes.

Em uma tigela colocar os ovos, as gemas e o açúcar e misturar bem com um batedor ou fuet. Se o leite já estiver morno pode acrescentar à mistura de ovos. Caso esteja muito quente ainda, vá acrescentando aos poucos para não cozinhar os ovos.

Depois de tudo bem misturado, despejar na forma reservada e levar ao forno em banho-maria. Deixar na geladeira de um dia para o outro ou no mínimo 4 horas para gelar.

Se preferir, no Instagram nos destaques “Especiarias” tem o modo de preparo.

*receita adaptada do livro “A pequena cozinha em Paris”, Rachel Khoo.

Acompanhem também pelo @deliciando e pelo Facebook – Deliciando.com.br

ESPECIARIAS NA CONFEITARIA

Essa semana vou falar um pouco sobre as especiarias.
Tem especiarias que muita gente nunca ouviu falar que são brasileiras e deliciosas.
Segundo dicionário é um condimento extraído de uma planta que podem ser a partir de sementes, flores, raízes, frutas, bulbos, folhas e cascas. Normalmente as especiarias têm sabor e odor próprios. Algumas são valorizadas por seu gosto e outras por seu cheiro. São usadas para dar sabor diferentes aos doces, pães, bolos etc.
Começaram a ser mais valorizadas principalmente na época das Grandes Navegações, pois não tinham como ser cultivadas na Europa em função do clima e eram transportadas por diferentes rotas desde o Oriente. Lembram das aulas de História?

Acompanhem também pelo @deliciando e pelo Facebook – Deliciando.com.br