Iodoterapia – Receitas para fazer em casa!

Olá!

Como prometido a partir de hoje publicarei aqui as receitas e as pesquisas das alunas do SENAC em parceria com a Fundação Alicia (lá no final estão os nomes das alunas), ok?

A primeira será a IODOTERAPIA.

“O que é?

A iodoterapia é uma forma de tratamento utilizado para controlar alguns tipos de câncer, como o de tireóide, por exemplo. Esta terapia consiste no uso da forma radioativa do iodo para atacar as células cancerosas.

Sinais e sintomas

A iodoterapia não apresenta muitas efeitos colaterais, mas ela exige que o paciente não consuma alimentos que contenham iodo em um período de até 20 dias antes de sua utilização e que ele seja submetido a um período de isolamento após o procedimento.

Tratamento dietético

No período entre 10 a 20 dias antes do tratamento é recomendável manter baixa ingestão de iodo.

Receitas:

Tilápia ao molho de limão e ervas:

4 filés de tilápia
2 limões tipo siciliano ou 1 tipo tahiti
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de ervas secas (orégano, tomilho, etc)
4 colheres de sopa de ervas frescas (manjericão, alecrim, salsinha, etc)

Tempere o peixe com limão. Frite em uma frigideira até dourar.
Para o molho: esprema o suco de limão e reserve. Coloque em uma panela o azeite e as ervas e deixe ferver. Misture e sirva com o peixe.

Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimentos: 4 porções

Doce de goiaba

500 ml de água
1 xícara de açúcar cristal
4 goiabas vermelhas descascadas

Em uma panela, coloque a água e o açúcar cristal. Quando o açúcar estiver derretendo e a água estiver fervendo, coloque as goiabas e deixe-as cozinhar até amolecer. Deixe esfriar e sirva em taças.

Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 6 porções

Dicas: Utilize ervas aromáticas para potencializar o sabor das preparações feitas sem sal.


Alimentos permitidos

Sal não iodado
Peixes de água doce
Leite em pó desnatado, margarina sem sal
Carnes frescas, clara de ovo
Frutas frescas e sucos naturais
Alface, batata sem casca, beterraba, brolólis, cebola, cogumelo fresco, ervilha, couve, espinafre, pepino, tomate, repolho
Pães caseiros sem sal iodado, arroz, feijão, milho in natura, farinha
Açúcar, mel, geléia
Água, café de filtro   

Alimentos NÃO permitidos
Sal iodado, salgadinho, batata frita industrializada
Peixe marinho, frutos do mar, camarão, ostras, algas
Leite, sorvete, queijo, requeijão, iogurte, leite de soja, tofu
Carnes defumadas, carne de sol, caldo de carne, presunto, embutidos, bacon
Frutas enlatadas ou em calda, frutas secas salgadas
Enlatados
Pães industrializados, pizza, cereais em caixas.
Doces com gema de ovo, chocolate e leite, sorvetes, pudim
Café instantâneo solúvel, bebidas lácteas”

Achei interessante por isso quis dividir com vcs essas informações e opções de receitas.

bjs

Andrea

Créditos:

Alunas do 5º semestre do Curso de Bacharelado em Nutrição 2011:

– Ana Gabriel Pereira;  Karol Simo; Katty Polimeno Ayres;  Larissa Ariane da Silva;  Marcia Ribeiro Quadros;  Silvania Braga de Santana Barreto

Apoio:

Serviço de Nutrição e Dietética do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

Senac e Alicia – 2º dia

Olá, Pessoal!

Desculpem-me pela demora em terminar de escrever sobre o evento, mas ficou corrido por aqui. 🙂

O segundo dia foi muito interessante também, porque foi tratado sobre as restrições alimentares fora do ambiente hospitalar. Afinal de contas, as pessoas que têm tais restrições não moram nos hospitais e precisam ter uma vida social normal, precisam comer em casa, nos hotéis e nos restaurantes.

Mesa Redonda

Mesa Redonda

Na mesa redonda “Restrições Alimentares: desafios e práticas dos restaurantes no Brasil” com o Prof. Marcelo Traldi (Tecnólogo em Hotelaria e especialista em Administração Hoteleira e professor do Centro Universitário do SENAC), Tatiana Cardoso (Formada pela Escola de Culinária Natural Gourmet Cookery School, em Nova York, Instituto de Gastronomia e Nutrição, Chefe e proprietária do Restaurante Moinho de Pedra) e José Carlos Barattino (Chefe de Cozinha Internacional, especialista em Hotelaria, Chef do Hotel e Restaurante Emiliano) falaram sobre suas experiências em atender clientes com restrições alimentares.

Importante ressaltar a diferença entre o Chef de restaurante e o Chef de hotel. Segundo Barattino, no hotel a comida em si não é o foco do cliente diferentemente de quem procura um restaurante, ou seja, quem se hospeda num hotel quer um quarto para dormir bem e, consequentemente, acaba se alimentando lá mesmo. E, por isso, recebe muitas alterações de ingredientes por causa das restrições alimentares e que devem ser respeitadas sejam por ideologias, religiões e alergias. No hotel, ele tem clientes vegetarianos, ovo-lácteos, lácteos e veganos, entre outros (1).

Já a Tatiana, comentou que o restaurante cuida de uma alimentação específica para as restrições alimentares, ao contrário do hotel, as pessoas vão até porque querem comer uma comida que respeite as restrições ou simplesmente uma alimentação mais saudável.

Enfatizaram a importância de as pessoas terem consciência de que não é uma boa ideia fazer comidas restritivas copiando as tradicionais. E, sim, colocar a cabeça para funcionar e criar receitas novas e deliciosas usando os produtos que atendam à determinada restrição. Eles deram como exemplo o pão francês que é impossível comer sem glúten porque é isso que dá a crocância e a maciez do pão. Também que é interessante procurar ingredientes que já não contenham glúten naturalmente, por exemplo: pão de queijo, pão de mandioca, entre outros.

O Chef Barattino ressaltou “Nutricionista é muito importante para garantir a segurança alimentar!”

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Em seguida, participei do “Workshop: Dieta sem glúten” com a Flávia Semenow e o Felipe Celis Bueno. Foi muito importante porque eles deram uma lista de produtos que não contêm glúten e podem ser utilizados como: farinha de arroz; de mandioca; de grão de bico; de milho; de batata; de trigo sarraceno; de araruta, de feijão; de mandioquinha e há algumas farinhas sem glúten. Todas essas opções são cereais secos batidos no liquidificador até formar uma farinha fininha, mas também podem ser encontrados na “Zona Cerealista” aqui em São Paulo.

Deixarei aqui para vocês a receitinha que ensinaram lá ao vivo:

Nhoque de mandioca:

100 gramas de farinha de mandioca (triturada no liquidificador)
230 gramas de água

Misture e amasse até dar o ponto de enrolar. Cortar normalmente e cozinhar na água fervente até subir e está pronto o nhoque sem glúten. Legal, né?

Bom, para mais receitas com restrições alimentares clique aqui: http://www.alicia.cat/receptes/
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Logo após o almoço, assisti às palestras: “A Gastronomia como ferramenta para a promoção da Saúde” com Elena Roura Carvajal e “O Patrimônio Agroalimentar e a Saúde” com Antony Massanés (Gastrônomo e diretor da Fundação Alícia). Ambos falaram sobre o funcionamento da fundação ao redor do mundo, das oficinas realizadas com adolescentes, crianças e profissionais da área e estão sempre buscando soluções através da alimentação. Foi falado também sobre a importância de valorizar os pequenos produtores e os locais e disse que na Cataluña já está acontecendo a perda desses produtores. O Sr. Antony ressaltou que é fundamental cuidar da biodiversidade para não perdê-la. Então, prestemos atenção! Nem tudo que vem de longe é melhor. O de perto também pode ser tão bom quanto, vamos valorizar!

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Depois do delicioso coffee-break… rsrsrs… (eles são sempre gostosos, né, gente?) começou a palestra sobre “Comida do passado, Saúde do presente: o resgate de bons alimentos, boas preparações e ótimas histórias” com Neide Rigo (Nutricionista, Consultora em Nutrição na área de cozinha experimental e autora do blog Come-se). Apesar de se declarar tímida logo no inínio, a palestra foi muito descontraída. A blogueira soltou logo de cara “Se precisamos comer, naturalmente deveríamos saber cozinhar” e discorreu sobre os alimentos que não se encontram mais, tais como: cruá, mangarito, jiquiri, caramoela, fubá de canjica, entre outros. Disse que, sempre que viaja, procura ingredientes locais e diferentes para conhecer e comer.

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Depois disso, teve o Workshop: Gastronomia para crianças: uma estratégia para a formação de bons hábitos alimentares com Maria Luiza Petty (Nutricionista e especialista em Gastronomia, Consultora do SENAC São Paulo nos projetos em parceria com a Fundação Alícia) nos contou como foi montar a sua primeira oficina culinária com as crianças.

Explicou também como estimular as crianças a experimentar o alimento que não gosta ou que não conhece. Algumas sugestões são: chamar a criança para ajudar na preparação da refeição, deixá-las escolher os alimentos, cortá-los (obviamente que VOCÊ observando), deixá-los propor uma nova forma de servir, valorizar a cooperação, tirar fotos depois do prato pronto. Assim o seu filho que não come verdura pode te surpreender! Arrisque! Confie!

Foram convidadas três crianças e fizeram um yakissoba na hora e “mandaram” muito bem na cozinha!

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E para finalizar teve o encerramento com a Irene agradecendo a presença de todos!

Ahhhhhh….. aí acabou mesmo!!! Pena, né? Eu acho que ficaria mais algumas horas ali ouvindo e aprendendo mais um pouco.

É isso! Espero que tenham gostado e como prometido vou postando aos poucos as receitas das alunas do SENAC.

bjs

Andrea

Nota:

(1) Ovo-vegetarianismo: Uma variação da dieta apresentada acima, este plano alimentar não abrange qualquer tipo de carne ou peixe, nem produtos lácteos. Aos vegetais e frutas, juntam-se apenas os ovos.
Ovo-lacto-vegetarianismo: Esta dieta não inclui qualquer tipo de carne ou peixe, mas inclui, para além dos alimentos de origem vegetal, os ovos, o leite e os seus derivados.
Lacto-vegetarianismo: Por sua vez, este tipo de alimentação vegetariana exclui qualquer tipo de alimento animal, incluindo os ovos, mas não os produtos lácteos, como o leite, o queijo e os iogurtes, que acompanham a fruta e os vegetais.
Veganismo: Esta é a dieta mais rígida do mundo dos vegetarianos, sendo única e exclusivamente composta por alimentos vegetais produzidos pela terra. Estão excluídos todos e quaisquer produtos de origem animal (carnes, ovos, lacticínios e até gelatina e mel!) incluindo aqueles que, não tendo vestígios de animal no produto final, recorreram aos mesmos durante a sua produção (caso do açúcar ou do vinho).
Fonte: http://ricasaude.com/a-dieta-vegetariana/

2 anos de blog Deliciando!!!

Uhúúú!!!

Hoje o blog completa 2 aninhos!!

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Agradeço a todos nossos leitores e é por vocês que estamos sempre em busca de novidades!!

Espero continuar deliciando e adoçando a vida de vcs com alegria!

Um grande abraço!

bjs

SENAC E ALÍCIA – O encontro da saúde com o prazer – parte II

No post de ontem nem comentei que quinta-feira (01.09.2011) estava um dia lindo e ensolarado, mas muuuuito frio também. Vcs perceberam, né? 🙂

Centro de Convenções Senac Santo Amaro

Centro de Convenções Senac Santo Amaro

Logo após o almoço houve a Mesa Redonda: “Gastronomia como diferencial nos hospitais: relatos e experiências” com Sandra Marina Chemin Seabra da Silva, nutricionista pela Universidade de São Paulo e Mestre em Ciência dos Alimentos; Cristiane de Souza Marques, nutricionista Chefe da Seção de Dietética Experimental da Divisão da Nutrição e Dietética do Instituto Central do HCFMUSP; Fernanda Ramos de Oliveira Pires, especialista em Nutrição pelo GANEP 2006 e responsável pela Nutrição Clínica do Hospital AC Camargo; Luci Uzelin, especialista em Gastronomia e Nutrição Clínica, coordenadora do Serviço de Alimentação do Hospital Israelita Albert Einstein.

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A Sra. Cristiane discorreu sobre os seus desafios, possibilidades e conquistas na área pública hospitalar. Afirmou que para acabar com o preconceito de comida ruim é preciso que a dietoterapia, gastronomia e a técnica dietética caminhem juntas e que é possível uma gastronomia com a assistência nutricional.

Já a Sra. Fernanda falou sobre a aplicação da gastronomia para os pacientes, bem como, a realização mensal de oficina culinária de restrições alimentares para os familiares e para a comunidade agregando assim um conhecimento de como preparar a refeição em casa.
A Sra. Luci ressaltou também a importância da gastronomia e a nutrição conviverem juntas na mesma cozinha (em paz! … rsrsrs)  e quem ganha com isso é o paciente.  O hospital tem uma cozinha sustentável (Green Kitchen).

E para finalizar a Sra. Sandra solicitou aos participantes que observassem o mercado de trabalho porque não há “Nutricionista-Chef” para pacientes com restrições alimentares, uma vez que dependendo do tipo de restrição fica inviável a preparação pela família do paciente.

Workshop

Workshop

Em seguida teve o Worskshop: “Uso de Recursos e Técnicas de Gastronomia em Dietas Hospitalares” com o Felipe Celis Bueno (já apresentado anteriormente) e a Sra. Denise Oliveira Barreto, Técnico em nutrição e gastronomia, responsável técnica pela cozinha do Hospital do Coração – HCOR.
O Felipe ensinou algumas técnicas de como fatiar alguns legumes com o mandolin e fazer cortes diferentes e a Denise contou um pouco da sua experiência e que se viu “obrigada” a fazer gastronomia para poder atender a demanda do hospital. Ela também demonstrou como decorar alguns pratos para serem servidos aos pacientes com um “jeitinho” de gastronômico.

prato

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A palestra sobre “Métodos de Pesquisa em Gastronomia: avaliando a adesão à dieta” ministrada pela Sra. Suzana Cristina de Toledo Camacho Lima, Nutricionista e especialista em Alimentação Coletiva e gerente do Serviço de Nutrição e Dietética do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) discorreu sobre técnicas de como elaborar um cardápio e saber se está sendo bem aceito pelos pacientes. Para isso é necessário fazer uma pesquisa detalhada conforme alguns itens abaixo:

Sra. Suzana - palestrante

Sra. Suzana - palestrante

– Definições: dieta habitual, dieta atual, métodos prospectivos (presente), métodos retrospectivos (passado);
– Questionário para o paciente responder sobre a frequência alimentar;
– Escolha do mérito de inquérito alimentar (objetivo, desenho de estudos, características do público-alvo, recursos humanos, recursos matérias, etc);
Enfim, é um trabalho árduo, persistente e deve ser feito juntamente com a nutrição, comissão de cardápio, gastrônomos e pacientes para que cheguem à hipótese: gastronomia faz a diferença no hospital porque melhora a aceitação alimentar, o estado nutricional, mudanças no comportamento alimentar (bom apetite), melhora a qualidade de vida.

Sra. Irene - palestrante

Sra. Irene - palestrante

No final do dia tivemos a “Interface entre a Nutrição e a Gastronomia” com a Sra. Irene Coutinho de Macedo Silva, Nutricionista e Mestre em Nutrição Humana Aplicada, Coordenadora do Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário SENAC. Na verdade foi mais uma sensibilização para as nutricionistas. Ela citou as leis da Nutrição, estabelecidas pelo Dr. Pedro Escudero: Lei da quantidade, da qualidade, da harmonia e da adequação e que elas se referem aos nutrientes!!!
Falou também sobre a nobreza de trabalho: intelectual (clínica) X braçal (produção) e que as nutricionistas refletissem sobre isso; “Porque as estudantes querem seguir o trabalho intelectual, ou seja, atender na clínica? Porque não o trabalho em produção? Já que quem faz e experimenta a alimentação do paciente é a nutricionista de produção.” Também contou a sua experiência como nutricionista e que a fez refletir que a nutrição precisa ser humanizada.
Bom, para o primeiro de evento foi bastante assunto né?

Beijos e até amanhã com mais notícias do evento.

Fui! 🙂

Senac e Alícia – O encontro da saúde com o prazer

Oi pessoal!!!

Faz tempo que não escrevo, né? Mas vim aqui para compensar. Na semana passada eu participei de um evento no SENAC Santo Amaro sobre nutrição e gastronomia, e foi MA-RA-VI-LHO-SO!!! Dividirei com vocês o que foi esse evento em alguns posts e fotos nos próximos dias.

O crachá e a ecobag

O crachá e a ecobag

Participar deste evento foi muito satisfatório porque veio ao encontro do que eu penso a respeito de gastronomia e nutrição. Acredito que devam caminhar juntos, sempre, mas principalmente na área hospitalar. O qual foi o enfoque neste primeiro dia de evento.

Juntos, nutricionista e gastrônomo, tem o dever de acabar com o preconceito de que comida de hospital é ruim. Obviamente que nutricionista tem o conhecimento dos nutrientes, vitaminas, potássio, enquanto que o gastrônomo sabe transformar aquele prato sem gosto e sem cor em algo atraente e saboroso para agradar o paciente.
O primeiro dia do evento foi para discutir sobre as restrições alimentares dentro no ambiente hospitalar e estendendo para o âmbito familiar.

Palestrantes Flávia  e Felipe

Palestrantes Flávia e Felipe

O workshop sobre: “Recursos da gastronomia para dieta pastosa”, ministrado por Felipe Celis Bueno, Gastrônomo especialista em assados, Funcionário do Departamento de Saúde e Hábitos Alimentares da Fundação Alícia e pela Flávia Semenow, Nutricionista e Chefe de cozinha, especialista em Nutrição, Criatividade e Cultura Gastronômica (detalhe: foi todo em espanhol, idioma que entendo e amo!…rsrs).

Foi um workshop muito inovador, uma vez que a preparação nos surpreendeu. É uma dieta direcionada para as pessoas com problemas na mastigação, pacientes que por algum motivo perderam os dentes e/ou disfagia (diminuição da saliva).

Quando se fala de dieta pastosa pensa-se logo nas sopas de uma cor só e não muito agradável. Os idosos gostam muito da decoração do prato, então, porque não servi-los com uma apresentação que estimule o apetite? Porque alimentar não é só nutrir, inclui também os aspectos psicológicos.

Os palestrantes falaram sobre os tipos de texturas que existem e que devem ser preparadas uma a uma, por exemplo: a feijoada para uma pessoa que não possa mastigar. Prepara-se a feijoada normalmente e depois vá fazendo as texturas separadamente, ou seja, bata o feijão, faça um purê de arroz, triture a couve, use o molho mâitre d’hotel para preparar a farofa, e por fim, utilize um tipo de gelatina com suco de laranja, deixe endurecer e imite os gomos das laranjas. E monte o prato acrescentando cada item separadamente, cuidando da decoração. É muito importante que o paciente reconheça os alimentos que foram triturados.

Deve-se considerar as cores vivas, ter um aroma agradável, gosto bom e fácil de reconhecer e a qualidade de louça também deve ser adequada. Ter em mente que não existe só um tipo de textura pastosa e a quantidade de líquido influi diretamente na textura.

Toda essa preocupação melhora o emocional do paciente e também dos seus familiares que se sentem mais confortáveis vendo seu ente querido bem alimentado.

Após o workshop foi a vez das alunas, do 4º e 6º semestres do curso de Nutrição, do SENAC apresentarem os seus trabalhos sobre: “Respostas Gastronômicas para Dietas Específicas: vivências acadêmicas.”

Uma parceria entre o Senac e ALÍCIA com o apoio de algumas instituições, tais como: Fundação Oswaldo Ramos – Universidade Federal de São Paulo, Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Associação de Diabetes Juvenil – ADJ, Hospital AC Camargo, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP, Hospital do Coração – Incor e Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP proporcionou o desenvolvimento de um trabalho bem interessante. Elas adaptaram receitas comuns, mas levando em consideração os tipos de restrições alimentares.

Livreto com as receitas especiais

Livreto com as receitas especiais

Seguem alguns exemplos para os tipos de doença que adaptaram as receitas:

* Câncer com tratamento em iodoterapia;
* Câncer com sintomas da radioterapia de cabeça e pescoço;
*Diabetes;
*Disfagia;
*Doença celíaca;
* Galactosemia;
* Insuficiência cardíaca;
* Insuficiência renal crônica;
* Obesidade na adolescência.

Ao longo da semana postarei as receitas para cada tipo de doença.

Bom, por enquanto é isso!

bjs